8.7% de 23 mortes no país em Q1 2024
Emergência? Ligue 112
Ligar 112Em caso de acidente, ferimento grave ou pessoa em perigo, ligue gratuitamente 112. Diga ao operador onde está (nome do percurso ou estrada, referências e localização, se disponível), o que aconteceu e quantas pessoas precisam de ajuda. Siga as suas instruções.
Proteção Civil: o que comunicar ao 112 (abre num novo separador)Segurança prática, antes de sair
Alguns preparativos fazem a diferença. Estas precauções baseiam-se no turismo da Madeira, na autoridade marítima, na proteção civil e nas autoridades locais. Siga os avisos oficiais atualizados e as indicações no local.
Mar e banhos
Conte com uma onda maior.
Após uma acalmia pode chegar uma onda que alcança zonas aparentemente seguras. Afaste-se da linha de água, rochas expostas e molhes; mantenha o mar à vista e respeite barreiras e avisos.
Confirme a vigilância.
Prefira zonas balneares vigiadas, consulte as bandeiras e siga o nadador-salvador. A indicação oficial de assistência não confirma que alguém esteja de serviço à sua chegada. Se houver dúvidas sobre condições ou vigilância, não entre.
As correntes podem arrastar para o largo.
A AMN aconselha a não lutar contra um agueiro e a sinalizar e pedir ajuda. Se conseguir, nade paralelamente à costa para sair da corrente antes de regressar a terra.
Alguém em dificuldades na água?
Alerte o nadador-salvador e ligue 112. Não entre na água para tentar um salvamento; siga as instruções do operador de emergência.
- AMN: ondas, cuidados na costa e socorro (abre num novo separador)
- AMN: vigilância e agueiros (abre num novo separador)
Caminhadas e levadas
Consulte o percurso e não se desvie.
Verifique o estado oficial antes de sair. Respeite encerramentos, escolha um percurso adequado à sua capacidade, evite caminhar sozinho e planeie terminar antes de anoitecer.
Avance com calma em piso molhado ou danificado.
A água das cascatas pode tornar a rocha escorregadia; a erosão e o terreno solto podem afetar os caminhos. Use calçado de caminhada com aderência, afaste-se dos bordos expostos e não se apresse a ultrapassar.
Adapte o plano às condições.
O Visit Madeira desaconselha continuar com chuva forte ou vento intenso. Regresse pelo mesmo percurso se for seguro; não improvise um atalho.
Perdeu-se, feriu-se ou não consegue continuar em segurança?
Pare e avalie a situação num local seguro. Evite explorar encostas ou ravinas desconhecidas. Se precisar de socorro, ligue 112 e indique a última localização conhecida no percurso ou pontos de referência.
- Visit Madeira: estado dos percursos e conselhos (inglês) (abre num novo separador)
- Município da Calheta: terreno e equipamento (inglês) (abre num novo separador)
- Proteção Civil: pedir ajuda (abre num novo separador)
Queda de pedras e encostas instáveis
Leve os avisos a sério.
Os avisos do IFCN documentam queda de pedras e abatimento de caminhos. Conhecer um percurso ou ver uma fotografia antiga não demonstra que a passagem seja segura hoje.
Não atravesse troços danificados ou encerrados.
Por precaução, evite parar sob arribas ou encostas instáveis. Se detritos bloquearem um caminho ou estrada, mantenha distância e siga os desvios oficiais; ligue 112 perante perigo imediato.
- IFCN: avisos oficiais (abre num novo separador)
- Proteção Civil: emergências (abre num novo separador)
Conduzir na ilha
Reserve tempo para curvas e declives.
O Visit Madeira recomenda adaptar a velocidade à estrada e ao tempo. Conduza com cuidado em vias estreitas e sinuosas e com pouca visibilidade; prefira estradas principais se a navegação sugerir um trajeto que não lhe inspira confiança.
Pare apenas num local adequado.
Evite estacionar em curvas apertadas, declives acentuados ou onde obstrua o trânsito. Escolha um local seguro e permitido antes de consultar direções ou fotografar.
Respeite barreiras e desvios.
Não atravesse um encerramento porque o mapa ainda mostra a estrada. Consulte os avisos oficiais e evite parar sob encostas visivelmente instáveis.
- Visit Madeira: condução e estradas (inglês) (abre num novo separador)
- Proteção Civil: avisos oficiais mais recentes (abre num novo separador)
Sol e água para beber
O tempo fresco pode esconder UV intenso.
O IPMA explica que é possível apanhar um escaldão com nuvens e sem sentir calor. Consulte a previsão UV em vez de avaliar a exposição solar pela temperatura.
Leve proteção solar para o exterior.
A DGS recomenda protetor solar de pelo menos FPS 30, chapéu, óculos com proteção UV e roupa que cubra a pele. Procure sombra e reaplique o protetor regularmente, incluindo após os banhos.
Leve água para beber quando sair.
Leve água para caminhadas, praia e passeios. Beba regularmente, sobretudo com calor, e conte com locais onde poderá não conseguir reabastecer. Para caminhadas, o Visit Madeira recomenda uma reserva.
- IPMA: UV, nuvens e sensação de frescura (abre num novo separador)
- IPMA: consultar a previsão UV por local (abre num novo separador)
- DGS: proteção solar e hidratação (abre num novo separador)
Antes de sair: uma pequena lista
Vestuário e aderência
Calçado de caminhada adequado, camadas quentes e casaco impermeável. A Calheta recomenda roupa quente em altitude mesmo com tempo agradável; leve uma lanterna se o percurso tiver túneis.
Água e comida
Leve o suficiente para a saída e uma reserva, como recomenda o Visit Madeira.
Telemóvel e essenciais
Saia com o telemóvel totalmente carregado. Considere uma bateria externa e uma bolsa impermeável para o telemóvel e objetos essenciais. A bolsa protege os bens; não é uma razão para entrar em mar agitado.
Um plano partilhado
Comunique o percurso e a hora prevista de regresso. Guarde a informação do trajeto antes de sair; não dependa de haver rede móvel durante toda a caminhada.
- Visit Madeira: o que levar e quem avisar (inglês) (abre num novo separador)
- Município da Calheta: vestuário e equipamento (inglês) (abre num novo separador)
Criminalidade
A DREM, a direção regional de estatística, publica todos os anos uma taxa de criminalidade por mil residentes e imprime a média nacional ao lado. Essa comparação é tudo aquilo para que uma taxa serve.
Ver os números
| Criminalidade registada na Madeira, por 1 000 residentes | Valor |
|---|---|
| 2022 | 26.9‰ |
| 2023 | 28.1‰ |
| 2024 | 26.5‰ |
Em 2024 a taxa regional foi de 26.5‰ contra uma média nacional de 33‰, e 39.7‰ nos Açores. Ficou abaixo da média nacional em todos os anos que a DREM aqui imprime.
Desses, 9.3‰ foram crimes contra o património e 6.3‰ crimes contra a integridade física. A forma da resposta para quem visita está nesses dois números: o que é mais provável levarem é um saco.
Por concelho
Os cinco que a DREM nomeia na divulgação de 2024, por 1 000 residentes.
41.8‰
32.8‰
29‰
27.7‰
12.8‰
Criminalidade violenta, no relatório de segurança interna
O RASI 2025, apresentado a 31 de março de 2026, registou 6630 participações de criminalidade geral na Região, menos 3.6%, e 212 ocorrências de criminalidade violenta e grave — mais uma do que no ano anterior. No país, no mesmo ano, a criminalidade geral subiu 3.1% e a violenta desceu 1.6%.
Droga
Aqui há duas coisas verdadeiras ao mesmo tempo, e publicar só uma delas dá uma imagem falsa.
A primeira: nos inquéritos à população do SICAD, as regiões autónomas estão no fundo da tabela nacional de consumo recente de qualquer droga, e a Madeira é a mais baixa de todas nos 15 aos 34 anos. Entre os jovens de 18 anos inquiridos no Dia da Defesa Nacional, o valor foi de 30% no Algarve até 21% na Madeira.
O problema das catinonas sintéticas, ao nível em que está documentado
A segunda: a imprensa portuguesa documenta há anos um problema específico no Funchal com a alpha-PHP, uma synthetic cathinone conhecida na rua por bloom. O número firme associado a isso é este — o laboratório da Polícia Judiciária na Madeira identificou 6 substâncias até então não registadas no país em três meses de funcionamento, com os resultados comunicados ao observatório europeu.
O mar
É a parte da pergunta com números a sério por trás, e a parte em que o registo publicado é mais fino exatamente onde quem visita mais precisa dele.
Ver os números
| Mortes por afogamento em Portugal, por ano | Valor |
|---|---|
| 2022 | 157 |
| 2023 | 155 |
| 2024 | 121 |
| 2025 | 142 |
| 2026 | 57 |
Estes são nacionais. Não existe uma contagem anual publicada de afogamentos só para a Madeira — o observatório publica totais nacionais e desagrega as regiões apenas como percentagem de cada trimestre. Montar uma série madeirense a partir de notícias é exatamente o tipo de número que este site não inventa, por isso o que se segue é a resolução regional que a fonte de facto dá.
Onde aconteceram os afogamentos
A nível nacional, primeiro trimestre de 2026. Corrige o instinto nos dois sentidos: o mar não é todo o risco, e não é por isso que é seguro.
- Rios17 · 47.2%
- O mar7 · 19.4%
- Vias inundadas11.1%
- Poços8.3%
- Barragens8.3%
- Portos de abrigo2.8%
- Piscinas domésticas2.8%
A parte da Madeira
Os dois períodos em que o observatório desagregou as regiões e nomeou a Madeira. Uma percentagem de um trimestre não é uma taxa anual, por isso o total nacional do mesmo período vai ao lado — onze por cento de trinta e seis são quatro.
11.1% de 36 mortes no país em Q1 2026
O que dizem os nadadores-salvadores sobre vigilância
A FEPONS relata que todos os afogamentos que registou no país até março de 2026 ocorreram em locais sem assistência a banhistas. É a conclusão da própria federação, citada e não parafraseada.
Separadamente, a portaria das águas balneares de 2026 indica assistência a banhistas assegurada em 23 das 51 águas balneares designadas da ilha da Madeira. É uma designação sazonal, não um relatório de pessoal em serviço. Mesmo quando a documentação indica assistência, isso não confirma a presença de um nadador-salvador no momento da visita. Confirme sempre à chegada.
Portaria n.º 204-A/2026/1 · Anexo IV · 23/51
Estas fontes descrevem realidades diferentes: afogamentos registados e designações sazonais de assistência. Não demonstram que a falta de vigilância tenha causado os afogamentos na Madeira. Use a designação para planear e confirme a vigilância e as condições na própria zona balnear.
A ondulação, e qual das costas
«A costa norte é mais brava» é a afirmação mais repetida sobre nadar aqui e é quase sempre feita sem um número. A Capitania do Funchal publica um sempre que emite um aviso de agitação marítima forte: 3.5 a 4.5 metros na costa norte contra até 2.5 metros na sul, no mesmo aviso, à mesma hora. Cerca de dois para um.
O conselho da própria autoridade sob esses avisos é ficar longe de molhes, falésias e praias, e da pesca à beira das arribas — porque, nas suas palavras, o mar pode alcançar zonas aparentemente seguras.
Tubarões
O International Shark Attack File nomeia todos os anos cada local com uma mordedura não provocada confirmada. Em 2025 registou 65 no mundo, 9 delas mortais, em 15 locais nomeados. Portugal não está entre eles.
O ar
Três estações fixas de monitorização cobrem toda a Região, e duas delas estão no Funchal.
- São João
- São Gonçalo
- Santana
Três é o número, e vale a pena sabê-lo antes de ler qualquer afirmação sobre «a qualidade do ar na Madeira». Fora do Funchal e de Santana não há medição em que a basear.
Onde há comparação, é favorável: o visualizador de cidades da Agência Europeia do Ambiente colocou o Funchal em 4.º lugar entre as cerca de 300 cidades europeias que abrange.
A exceção documentada é o leste, o vento seco de nordeste vindo do Sara que o IPMA descreve — até 35 °C, humidade a descer aos 5%, em regra não mais de três dias, e nos meses que o IPMA nomeia. É o único padrão de tempo daqui que degrada de forma fiável a visibilidade e o ar, e as páginas de mês trazem os seus números.
A água em que se nada
A APA classifica anualmente cada água balnear designada; nesta Região a amostragem é da DRAM. Sessenta águas entre a Madeira e o Porto Santo para a época de 2026.
51
4
3
2
As duas classificadas como más
- Poças do Gomes — Doca do Cavacas (Funchal)
- Quinta do Lorde (Machico)
A Bandeira Azul é outra coisa e um sinal mais fraco do que parece: é tanto uma candidatura como um galardão, por isso uma praia sem ela não chumbou necessariamente em nada. A página das praias traz a lista completa de 2026 e, mais útil, o que falta nela.
Riscos naturais
O registo, datado e contado. Para uma viagem o que importa não é a história mas o sistema de avisos por baixo dela.
A aluvião de 20 de fevereiro de 2010
47 mortos, 4 desaparecidos, 250 feridos e cerca de 600 desalojados quando a chuva na serra desceu pelas ribeiras até ao Funchal em poucas horas.
Os incêndios do Funchal de agosto de 2016
3 mortos e cerca de 1000 pessoas retiradas de casa. Arderam cerca de 1666 hectares dentro do concelho do Funchal — perto de um quinto dele — incluindo ruas do centro histórico.
O incêndio de agosto de 2024
Treze dias, de 14 de agosto de 2024 a 26 de agosto de 2024, com início acima da Ribeira Brava e chegada a Câmara de Lobos, Ponta do Sol e Santana. 5104 hectares pela medição do sistema europeu de informação sobre incêndios, sem mortos e sem casas perdidas.
O número que explica o resto: 185 mm no Pico do Areeiro num dia, e 114 mm no Funchal em horas, contra uma normal anual do Funchal de 596 mm.
O que convém mesmo consultar
O IPMA emite avisos separados para 4 áreas da Madeira: costa norte, costa sul, regiões montanhosas e Porto Santo. Consulte a área que pretende visitar; os avisos usam uma escala de quatro níveis, de verde a vermelho.
As estradas
A forma mais provável de alguém se magoar nesta ilha é dentro de um veículo, e a série regional tem uma particularidade que tem de ser explicada antes de o gráfico se poder ler com honestidade.
Ver os números
| Vítimas mortais na estrada na Madeira | Valor |
|---|---|
| 2019 | 39 |
| 2023 | 9 |
| 2024 | 9 |
Porque é que 2019 tem aquele aspeto
Um autocarro de turismo despistou-se no Caniço, Santa Cruz a 17 de abril de 2019. Morreram 29 pessoas e 27 ficaram feridas, das 56 que seguiam a bordo. O total regional de todo o ano de 2019 foi de 39. Um só acontecimento é quase o ano inteiro, e um gráfico que mostrasse 39 a cair para 9 sem o dizer estaria a afirmar que as estradas da Madeira se transformaram em quatro anos. Não se transformaram. O Ministério Público pediu julgamento por 29 crimes de homicídio por negligência em dezembro de 2019, e um memorial foi inaugurado no quinto aniversário.
Em quê
Nacional, não regional — a ANSR não desagrega a Região desta maneira. Está aqui porque responde a uma decisão que quem visita toma de facto: as categorias que sobem são as de duas rodas.
- A pé74 → 69
- De automóvel230 → 210
- Em veículo pesado8 → 3
- De ciclomotor26 → 18
- De motociclo93 → 120
- De bicicleta20 → 23
De onde vêm estes números
estatistica.madeira.gov.pt
ssi.gov.pt
- SICAD / ICAD — Relatório Anual, A Situação do País em Matéria de Drogas (abre num novo separador)Oficial
icad.pt
- Observatório do Afogamento, Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores (abre num novo separador)Oficial
fepons.org
amn.pt
qualar.apambiente.pt
eea.europa.eu
apambiente.pt
observatorioansr.pt
floridamuseum.ufl.edu
ipma.pt
emergency.copernicus.eu
publico.pt